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quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Marau, Casca (Linha Evangelista), Vila Maria e Camargo - 12/11/2017

Domingo ensolarado, e depois de um ótimo café no Hotel San Giminiano, o destino era o Distrito Histórico de Linha Evangelista em Casca.



De Marau  em direção a Casca, são aproximadamente 37 km até o entroncamento da RS324 com a RS129. Acessamos a RS 129 e depois de 6,5 km o acesso a Linha Evangelista a Esquerda. Da RS até chegar no distrito são mais 1,5 kms.


Novamente o encontrado foi bem menos do que o esperado.
O objetivo era almoçar no restaurante tipico, que estava fechado e não abriria.

Paróquia Santo Antonio
Falei com alguns moradores que não sabiam indicar nada no local.
Algumas casas antigas, fechadas, sem acesso.





Acredito que tenha lugares bonitos, mas não foi possível ver, e não souberam me informar.




Para um local com cento e poucos habitantes, falar com 3 que disseram morar no local, mas não conheciam os locais que perguntei, é um percentual bastante alto (pesquisa de intenção de voto é feita com percentual menor...).


Isto me trouxe a tona novamente o problema do despreparo turístico. Foi feito toda uma divulgação no programa "Partiu RS", mas quando chega-se lá a coisa é um pouco diferente. Para a gravação do programa, tudo é preparado, mas a realidade do dia a dia é um pouco diferente.

Retornando a Marau, entrei no acesso a Cascata Maringá, que fica a 16,5 km do trevo da RS 129 com a RS324, no municipio de Vila Maria. Da RS até a cascata são mais 7 km de chão batido. O local é muito bonito e vale uma visita.








Da Cascata Maringa, retornei a RS 324 e acessei o municipio de Camargo, que fica a esquerda, aproximadamente uns 13 km antes de Marau.
Do trevo de acesso até o municipio são 9 km asfaltados. O objetivo era conhecer a Cascata Pedra Grande ou Carrascal que fica em uma propriedade particular.
Parei em um posto de gasolina para obter informação e nos disseram que eram 12 kms, em uma estrada bem ruim.
Encarando a estrada, que realmente era ruim, nas primeiras bifurcações existia sinalização, mas depois mais nada, a não ser a informação obtida no posto.
Mas enfim depois de alguns retornos, cheguei a Cascata Pedra Grande.




O local realmente é muito bonito. O acesso custa R$ 10,00 por pessoa, que segundo o proprietário é revertido para manutenção, o que considero justo, mas parece que pela ainda fraca infraestrutura do local, ou pouca gente vai, ou o dinheiro não vai todo para manutenção.







É possível acampar, passar o dia e fazer churrasco. Existe um pequeno bar, e pelo que percebi, acredito que oferecem algum tipo de refeição.

A volta pelos 12 kms de chão batido foi mais rápida, como sempre acontece pois já conhecemos o trajeto.
Era necessário almoçar pois a tarde já ia avançada, é isto aconteceu no restaurante e churrascaria Marodin, que fica na RS324, na saída de Marau em direção a Passo Fundo.

Igreja Matriz Cristo Redentor de Marau
O resto da tarde foi de descanso, pois no outro dia pela manhã (segunda feira) tem retorno a Porto Alegre.
No total foram 740 kms rodados em dois dias.

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Marau - Rota das Salamarias - 11/11/2017

Final de semana entre dois feriadões, uma boa ocasião para conhecer a Região de Marau e Casca no norte do RS. Um belo sábado, ótimo para viajar de moto e para retomar as postagens do blog,  já que está fazendo quase nove meses que não posto nenhuma nova viagem. 
Saindo de Porto Alegre as 06:30 hs, pegamos um trajeto em parte já velho conhecido, pela BR 448, BR 386 até Lageado, RS 129 até Casca e por ultimo RS 324 até chegar a Marau.
Na RS 129 após Encantado e Mucum, passamos por Vespasiano Correa, município no qual encontramos grande quantidade de viadutos da viação férrea, e que já foram motivos de postagem aqui no blog no ano passado.



Após Vespasiano Correa, passamos pelo Belvedere Mattei no Município de Dois Lajeados. A visibilidade não estava boa em virtude de névoa.



Passamos ainda por Guaporé e Serafina Correa.

Pórtico de Serafina Correa
No município de Vila Maria, que fica um pouco antes de Marau, tivemos uma interrupção no trafego da rodovia por aproximadamente 30 minutos, por motivo de recapagem da pista. Isto levou que chegasse a Marau por volta das 11:30 hs.

Me desloquei ao Hotel San Giminiano em Marau, que fica na rua Gilda Fialho 512. Ótimo hotel, com diárias de solteiro a partir de R$ 139,50 para pagamento no balcão.  Quarto muito bom como pode se ver pelas fotos.




O almoço já foi a caminho da Rota das Salamarias, mais especificamente na Cantina da Terra, que fica localizada na RS324 alguns metros antes do acesso a Rota das Salamarias.
O local é bem tipico, sendo uma especie de bolicho e restaurante.  A comida é ótima, apresentando salame, queijo e polenta na chapa, bife, salada, arroz, ovo frito e pão colonial com reposição ao vontade. Preço muito junto a R$ 23,50 por pessoa. Aceita cartão, coisa que não se verificou no restante da Rota. O ponto negativo ficou por conta de muitas moscas na janela, que poderiam ser eliminadas com armadilhas naturais dependuradas no forro. Começamos a perceber a falta de preparo para o turismo.







Saindo da cantina no sentido de Passo Fundo, andamos poucos metros e temos o acesso a Rota das Salamarias, a esquerda.


O primeiro ponto de referencia é o Ristorante e Salamaria Câmera, que possui conforme a propaganda, além do restaurante, um mercado para venda de produtos coloniais e um museu. Digo conforme a propaganda, pois apesar de ser divulgado que está sempre aberto, estava fechado, e o motivo que nos informaram era de que iria ocorrer uma festa a noite e eles não tinham como atender. Neste sentido viagem perdida, até pelo fato de que apesar do nome ser Rota das Salamarias, este é o único ponto autorizado a comercializar salames. Ou seja, na Rota das Salamarias, não encontramos nenhum salame. Novamente apareceu o despreparo para o turismo e a confirmação de que nem tudo que é mostrado nas reportagens do "Partiu-RS" da RBS acontece naturalmente.
Apesar disto o local é muito bonito.



Tentei localizar a Casa do Mel, o que foi impossível. Pelo menos no acesso que o mapa diz estar, não achei nenhuma indicação.

O próximo local é a Cantina Antônio Maculam. Cantina Colonial, localizada na parte de baixo da casa. Fomos recebidos pela Dona Marilene Maculam, senhora muito simpática, que nos mostrou o local e com a qual conversamos um tempo. Além dos vinhos coloniais, comercializam conservas e compotas caseiras. Depois de tirar algumas fotos, fomos adiante.






Praticamente encostado, fica a Cantina Maculam, que é de um primo do proprietário da Antônio Maculam. A cantina é no mesmo estilo da anterior. Quem nos atendeu foi a Dona  Nilza. Entre outros vinhos ela produz um vinho branco com a uva Lorena, que possui um aroma incrível. Esta uva foi desenvolvida pela Embrapa para ser utilizada em eespumantes. Como eu já conhecia esta uva e não podia provar pelo fato de estar pilotando, comprei uma garrafa do vinho, que depois em casa confirmou-se muito bom mesmo. Garrafa pet de 1,9 litros por R$ 13,00. Além dos vinhos, comercializam licores, compotas e conservas caseiras. Mais um papo e fomos adiante.







O próximo local é a Cantina Manfroi, e logo que entrei com a moto fui recebido por 4 cachorrões da raça Collie que vieram com cara de poucos amigos, latindo e querendo morder as pernas. Na dúvida, dei meia volta e sai portão a fora.
Pode até ser que não fossem brabos na teoria, mas um local turístico não pode deixar isto acontecer.

Fugindo dos cachorros, cheguei na Cantina Bordignon, sendo recebidos pela Dona Albina Bordignon e pelo seu José.  Os vinhos coloniais produzidos por eles levam a marca "Dom Augusto". Entre outros tipos de vinho ele produzem um vinho branco conhecido como da "uva de casca grossa". Um aroma magnifico, mas novamente sem degustar. No mesmo estilo das demais cantinas, produzem licores, conservas e compotas caseiras.




O Eco Parque Taquari, fiquei sabendo depois está fechado.  Não acessei a ervateira, por questão de opção, indo adiante pegar a RS324 e completar a rota do outro lado, indo até a Cachaçaria Pol. Lá conheci o Eliseu, proprietário, que me disse estar reestruturando o local. Ele servia até algum tempo atrás um café colonial, mas que não vingou. Esta preparando-se para produzir também rapadura e melado. O detalhe da cachaça é que o canavial é dele mesmo.








Chegamos então a algumas conclusões: 
Uma Rota das Salamarias, que não tem salame, pois o município só deu alvará para a Câmera e que não conseguimos conhecer pois estava fechada. 
Não se vê nenhum queijo colonial, pois pelo que soube é proibido produzir queijo colonial por motivos de vigilância sanitária.
Nenhum local aceita cartão de crédito ou débito, o que considero um grande erro nos dias de hoje, pois ninguém anda com uma guaiaca cheia de dinheiro, tanto pela crise como por segurança. Com certeza deixarão de vender por isto. Quer queiram ou não, o cartão estimula o consumo.
A rota me pareceu com potencial, mas sem um auxílio para desenvolver alguns produtos diferenciados, irá cair na mesmice. 
Desenvolver talvez opção de cestas de piquenique com produtos coloniais para degustação, vinho e suco, em meio ao campo, e por aí afora.
Cada cantina ter um serviço diferente, para evitar a concorrência direta entre elas, mas oferecer opções que se complementem.
Normalmente os municípios se beneficiam destas rotas e querem sempre tirar vantagem financeira, mas apoiar aqueles que realmente fazem acontecer é difícil.
Não é por nada que o Brasil encontra-se na situação atual.

Baseado na reportagem da RBS, me desiludi, embora saibamos que nestas reportagens, tudo é montado especificamente para a ocasião.

Retorno a Marau, tomando um belo chopp artesanal a noite no La Torre GastroBar.
No dia seguinte, a linha Evangelista em Casca é o destino (e nova desilusão).